O valor arrecadado superou as expectativas da leiloeira Sotheby's.

O casaco que o astronauta Buzz Aldrin usou na primeira viagem à Lua, em 1969, bateu recorde em leilão. Foi vendido por cerca de 2,8 milhões de dólares (2,7 milhões de euros), em Nova Iorque, anunciou esta quarta-feira a Sotheby's.

A leiloeira revelou ainda que este foi considerado o objeto mais valioso que viajou ao espaço e o casaco mais caro de sempre vendido em leilão, superando as expectativas da Sotheby's que no tinha avaliado entre um e dois milhões de dólares.

O licitador vencedor, que participou por telefone no leilão e cuja identidade permanece desconhecida, precisou de dez minutos para bater as outras ofertas.

O leilão acontece a poucos dias da celebração dos 53 anos da missão espacial Apollo 11. Também foram vendidos 68 objetos usados por Buzz Aldrin num valor total de 8 milhões de dólares.

Um revólver e uma carta escrita por Al Capone durante o tempo que passou na prisão de Alcatraz vão ser leiloados em Beverly Hills, no final do mês de agosto. Os dois objetos fazem parte do leilão “The Mob”, que reúne uma coleção de pertences de gangsters famosos. Da coleção também fazem parte as luvas de boxe do irlandês Mickey Cohen e uma máquina fotográfica de Anthony Spilotro, membro do gangue "Hole in the Wall".

"The Rock", o maior diamante branco já leiloado, foi arrematado novamente na quarta-feira por 21,68 milhões de francos suíços (20,67 milhões de euros), superando ligeiramente o intervalo inferior da estimativa feita pela leiloeira Chistie's, que o vendeu num leilão em Genebra.

A pedra preciosa tem 228,31 quilates e é tão grande que ocupa quase toda a palma de uma mão.
A Christie's tinha-o avaliado como valendo entre 20 a 30 milhões de dólares e acabou por vendê-lo pouco acima da margem mínima, mas a empresa destacou que o preço obtido representa um novo recorde mundial para um diamante deste tipo, que foi o maior a ser leiloado na história através deste tipo de transação.
O comprador licitou no último momento por telefone para adicionar mais de 95 mil euros a uma oferta que parecia ser a última e que havia sido lançada por uma pessoa a partir da sala de um prestigiado hotel em Genebra, onde se realizou o leilão de joias.
Este diamante foi extraído de uma mina sul-africana no início deste século e está à venda pela segunda vez desde a sua descoberta.
Em 2006 tinha sido vendido em leilão nos Estados Unidos a um colecionador particular, que o colocou num colar Cartier.
No leilão de hoje foi também vendido o diamante batizado de "Diamante da Cruz Vermelha", de 205 quilates, que superou as estimativas dos especialistas ao atingir um preço final (incluindo a comissão da casa de leilões e impostos) de 14,18 milhões francos suíços (13,5 milhões de euros).
Este diamante tem uma relação especial com a Christie's, já que esta é a terceira vez que é vendido.
A primeira vez foi há 104 anos e a mais recente em 1973, quando atingiu o preço de 1,8 milhões de dólares, que hoje praticamente foi multiplicado por oito.
Parte do dinheiro desta venda irá para o Comité Internacional da Cruz Vermelha, a maior organização humanitária que trabalha em cenários de conflitos e desastres, embora o valor não tenha sido especificado.

 Um Mercedes de 1955, um dos dois únicos exemplares do mundo, foi comprado no início de maio por 135 milhões de euros, um recorde mundial para um carro vendido em leilão, anunciou a RM Sotheby's.

O Mercedes Coupé 300 SLR Uhlenhaut 1955 foi vendido a 05 de maio, num leilão confidencial realizado no museu MercedesBenz em Estugarda, na Alemanha, em cooperação entre a subsidiária da leiloeira Sotheby's e o fabricante alemão de automóveis.

A obra “Shot Sage Blue Marilyn”, de Andy Warhol (1928-1987), foi vendida em leilão, na segunda-feira, por 195 milhões de dólares (184,7 milhões de euros), tornando-se na peça do século XX mais cara de sempre.

 

Vendida num leilão da Christie’s, em Nova Iorque, a um comprador desconhecido, a icónica peça do artista norte-americano tinha uma estimativa inicial de 200 milhões de dólares e ultrapassou o anterior recorde do século XX, detido por Pablo Picasso (1881-1973), com a obra “Les Femmes d’Alger (versão 0)”, que chegou a 179,4 milhões de dólares (169,7 milhões de euros), em 2015.
O recorde absoluto, para lá do século XX, em leilão permanece com “Salvator Mundi”, atribuído, com alguma disputa, a Leonardo da Vinci, vendido por 450,3 milhões de dólares (426 milhões de euros), em 2017.
O responsável da leiloeira para a arte dos séculos XX e XXI, Alex Rotter, disse, citado em comunicado, que a venda, que tornou Warhol no artista norte-americano mais caro de sempre, “é um testamento à força, energia e entusiasmo generalizado do mercado da arte hoje”.
“Esta venda demonstra o poder de Andy Warhol bem como o legado que continua a deixar no mundo artístico, na cultura popular e na sociedade”, acrescentou.
O leilão da coleção de Thomas e Doris Ammann incluiu 36 lotes e alcançou um valor total de 317,8 milhões de dólares (300,8 milhões de euros), prosseguindo no dia 13, com as receitas a reverterem na íntegra para serviços médicos e educativos para crianças.
Para além de Warhol, também foram atingidos valores recorde para os artistas Mike Bidlo, Ross Bleckner, Francesco Clemente, Ann Craven, Martin Disler e Mary Heilmann.
A serigrafia de Warhol, com um metro, apresenta a atriz norte-americana Marilyn Monroe com o rosto pintado de cor-de-rosa, cabelo amarelo, lábios rubi, e sombra azul nos olhos.
Andy Warhol, considerado o pai da ´pop art´, produziu quatro obras depois da morte da atriz, em 1962, que ficaram conhecidas como as "Shot Marilyns", todas do mesmo tamanho, e com fundos de cores diferentes.
"Esta é a pintura mais significativa do século XX a ser leiloada numa geração. Marilyn de Andy Warhol é o auge absoluto do pop americano e a promessa do sonho americano, que reúne otimismo, fragilidade, celebridade e iconografia ao mesmo tempo", disse Rotter, aquando do anúncio do leilão.
Em 1998, a leiloeira Sotheby's vendeu a obra com Marilyn sobre fundo laranja por 17 milhões de dólares (15,4 milhões de euros).
A venda ocorreu uma semana depois que o retrato de Marilyn Monroe feito por Andy Warhol em 1964 foi arrematado por 195 milhões de dólares.
O quadro de Pablo Picasso “Femme nue couchée”, de 1932, foi vendido por 67,5 milhões de dólares, ontem (17), em sua estreia em leilões na Sotheby’s em Nova York, a mais recente grande venda em um leilão de arte.
A venda ocorreu uma semana depois que o retrato de Marilyn Monroe feito por Andy Warhol em 1964 foi arrematado por 195 milhões de dólares na Christie’s, estabelecendo um recorde para uma obra de um artista norte-americano vendida em leilão.
A casa de leilões Sotheby’s havia previsto que a pintura de Picasso, uma representação surrealista de sua musa Marie-Thérèse Walter, seria vendida por mais de 60 milhões de dólares. O preço de terça-feira fica aquém de outros retratos de Marie-Thérèse, um dos quais arrecadou 103,4 milhões de dólares na Christie’s no ano passado.
“Femme nue couchée”, que se traduz do francês para “Mulher Nua Reclinada”, mostra Marie-Thérèse como uma criatura marinha de muitos membros com a cabeça inclinada para trás de perfil. O amor dela pela natação e sua graça na água inspiraram a alusão ao mar, já que o próprio Picasso não sabia nadar, segundo a Sotheby’s.
Marie-Thérèse tinha 17 anos quando conheceu Picasso, de 45 anos, em Paris. Eles começaram um relacionamento secreto enquanto ele ainda era casado com a primeira esposa, a bailarina russo-ucraniana Olga Khokhlova. Marie-Thérèse tornou-se modelo para uma série de pinturas e esculturas e deu à luz a filha do casal, Maya Widmaier-Picasso.

 

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